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segunda-feira, 18 de julho de 2022

O Garoto

Era o início de tarde, quando o calor atingiu seu ponto máximo. A água da bica quente, o asfalto das ruas é grudento e não se percebe a mais leve brisa no céu sem nuvens. O menino estava sentado no degrau do portão da casa com os pés na calçada, os cotovelos apoiados no joelho  e as mãos em vê segurando o queixo. Vestia short, camiseta e calçava sandálias. Devia ter uns 7 a 8 anos de idade e olhava as coisas com lentidão. Os olhos castanhos pareciam que havia derretido no sol do verão. Não olhava a rua como se estivesse a espera de alguém, olha a calçada fronteira pelo simples fato de que era para aquela direção que estava voltada a cabeça apoiada entre as mãos. Parecia estar à espera de alguma coisa que sabia demorar muito a chegar. 

O garoto se assustou ao ver um carro vermelho passar, ele achava que não havia carros por ali, apenas casas. O carro parou em sua frente e dele saiu uma bela mulher e uma garotinha que aparentava ter a sua idade. Com cabelos vermelhos como fogo que balançava ao vim e o voltar do vento, a garota usava um belo vestido branco, com bordados em dourado, parecia um anjo. E ela andara em direção ao menino com um grande sorriso, seus olhos azuis o encantava. Gentilmente ele a pergunta: -qual é o seu nome? / A garota, ainda sorridente, não responde. Já assustado, pergunta novamente: - Quem é você?/ Ela, com a mão em frente ao corpo fala: -quer vir comigo?/ O garoto se levanta, corre em apenas uma direção e se depara com uma luz… Ele não via mais sua casa e outras residências sumiram, como poeira. Ele ouviu gritos, parecia a voz de sua mãe. Havia choro, angústia e dor. O menino não sabia onde estava. Agora, aquela voz, dizia seu nome: -Meu filho, ele não! Leve a mim!/  Então garoto percebeu que aquela garota, não era apenas uma garota.

Autora: Daniely Neville S.M

terça-feira, 19 de maio de 2020

FICÇÃO ESPIRITUAL DO SÉCULO XXI - Felipe Matos

Pensando seriamente em voltar a publicar meus textos. Algumas ideias apareciam e depois partiam feito vento de inverno. Agora, neste período de quarentena e reclusão, tive ideia de escrever sobre coisas da vida, coisas do mundo e coisas de nós.

Assim, passo a escrever o que entendo da vida no ano de 2020. Interessante que a cada instante mudo, penso diferente ou passo a discordar. Sei que cada palavra escrita aqui, estará gravada na memória da vida virtual para sempre, e que lerei no futuro pensando o quanto era imaturo e sem informação.

Sim, as pessoas têm suas conclusões sobre si mesmo e sobre o destino. Cada um com sua intuição sabe como agir e que caminho seguir. Porém, nem sempre a análise da vida se torna eficaz quando pensamos, somente escrever que entendemos a dimensão da vida.

Hoje escrevo o que penso, amanhã, talvez não pensarei mais, ou talvez pensarei. Quero que meus textos fiquem gravados nas páginas da rede após a minha morte, sem valor algum, não valem mais nada do que pensamentos, copiados, plagiados, rebuscados... nada que escrevo é meu, não tenho nada a não ser reproduzir e reproduzir.... Nada crio, não saio disso.

A vida é tristeza? O que pensamos sobre a VIDA?

Um belo dia fora perguntado por um garoto ainda muito jovem sobre a vida e eu respondi com uma certeza de que estava errado, mas ele não parou e continuou a questionar. Não tive escolha.

Sobre o AMOR?

Nunca esqueça o amor, e quando ouvi-lo não tape os ouvidos. Saiba que para amar você sempre encontrará obstáculos, passará por caminhos escuros e espinhosos mas não desista. Quando o amor tentar te dizer algo, ouça e acredite! Lembre-se sempre que logo após ser coroado pelo Amor, serás crucificado pelo mesmo, é assim, somente assim que as arestas da vida são aparadas. (O amor nada oferece além de si mesmo e nada exige além de si mesmo). Lembre-se que o amor é um sentimento puro e inabalável, onde não há espaço para posse, pois o amor em si mesmo já é o suficiente. Uma última observação, não menos importante: Nunca, mas nunca pense que você pode ditar o rumo do amor, pois somente ele poderá decidir se és merecedor e digno do destino.

Sobre o CASAMENTO?

Vocês casaram, mas ficarão juntos para sempre ? Deve ficar juntos até a memória silenciosa de Deus? Não necessariamente, para que ocorra a união até que a morte os separem não somente deverá existir amor,  (no ultimo conselho disse que o amor em si já é o suficiente), porém, além de amar um ao outro é necessário que deixem a briza cantarem e dançarem entre vocês, não faça do amor uma amarra. Podes dar seu coração em uma bandeja de prata, mas não peça em troca a posse do outro. (E vivam juntos, mas não tão juntos). 

Sobre os FILHOS?

Melhor coisa não poderia ter me acontecido.

Sobre a DOAÇÃO?

Sobre a COMIDA E BEBIDA?

Sobre o TRABALHO?

Sobre a ALEGRIA E A TRISTEZA?

Sobre a CASA?



quinta-feira, 14 de maio de 2020

Texto 25 de julho de 2012


Não sabemos se o ser humano foi criado ou muito menos formado de moléculas inteligentes que estão organizando cada pedaço no nosso corpo. Pensar o quanto somos sortudos ou obra prima do dito Deus é a maior pergunta que atormenta a mente de todos. E nessa dicotomia de pensamentos, vivemos dividido em dois: O bem e o mal, o amor e o ódio, a vida e a morte, o céu ou o inferno... Somente existe em dois por que um, nunca viveria sem o outro. É uma necessidade em viverem juntas de escala infinita destas duas, e é somente para nos mater vivos, nos fazer ter escolhas, arbítrio, e sensações. Mas verdade ainda, é pensar que se o mal não existisse, nao seria tão prazeroso fazer o bem; se a guerra não existisse, nao seberiamos o como é bom ter paz; se não existisse fome nunca saberíamos o como é prazeroso comer. E por aí vai... As duas partes da laranja, uma presa na outra para se manter em pé, pois se uma deixasse de existir, a outra cairia. Em suma, se Deus existe eu não sei, só sei que o Diabo precisa existir para sobrevivermos. 

Simples necessidade do homem em criar forças sobrenaturais e divinas para explicar aquilo que "um dia" fora mistério. Outra coisa; o melhor e o pior não existem. O que existe é a sua vontade em viver da melhor maneira possível. Se achas que sua religião é a melhor, é por que para VOCE ela é a melhor, e não para os outros. Se você acha que seu rítimo de música é o melhor, é por que para VOCE é o melhor, e não pros outros. As vezes não é nem para descriminar , é a simples auto deficiência em se valorizar que o leva a diminuir o outro para aumentar aquele dito valor que para ele é tudo. Não discuto religião, nem música, nem orientação nem nada. Sou a favor do tudo misturado, do bom e o ruim ocupando o mesmo espaço " como no nosso globo" do rock ao pagode, do Bahêa ao Vitória, do evagélio ao candomblé, do gay ao hetero. Quero todo mundo se respeitando e largando esta ideia arcaica de superioridade como a grande alavanca da autoestima. 

Foi mal, é que na hora de escrever eu passo um pouquinho da conta. Mas não se preocupem com erros e etc, meus textos são rápidos e objetivos. Não sou nada
Texto 26 de maio de 2012


Constantemente o homem sente ânsia em se enfrentar. Em todas as formas de choque entre as aposições há sempre como base sustentadora a iniqüidade. A imperceptível evolução humana, faz com que nós sempre estejamos em frente a classes revoltadas. Uma com sua necessidade de justiça e a outra com sua necessidade de vantagem. E isso mostra que após tantas revoltas históricas e vistas como ignorância, hoje revivemos de forma tão perceptível e clara; são os proletários do século XXI correndo atrás dos seus direitos, e com precisão, o choque entre as classes   de Marx, entrando como exemplo no nosso cotidiano. Andaremos não sabemos até aonde... Enquanto isso, esperaremos por essa premência em evoluir. E talvez algum dia chegaremos a ápice evolutiva, ou então, morreremos após tanta desgraça, ganância e desonestidade.

Bom Dia,
Felipe Matos`
Texto de 21 maio de 2012

Minha mae acha que estou fumando maconha
E eu, por ser filho, até que me preocupo
A dicotomia dos pensamentos sobrevoam
No espaço e no tempo
Chego a ter pena da minha ascendente
A mente se encontra usurpada pela sociedade
Destruida pelo preconceito
Equivocada pela constituição.

Em uma manhã perfeita, saiu cedo pra labutar
Estudo, trabalho e namoro
Sem perder a noção do tempo
Enquanto outros que nao aprecia
Vive na inércia do relento
Penso, por isso falo
Sou um cidadão, por isso defendo
Pessoas alienadas de pressupostos
Pensam que minha mente está destruida
Tentam até me ofender, usando a paranóia contra mim
Mas quando eu acendo, queimo seus vestícios
De preconceitos e vícios.

Pessoas morrem por causa do alcool
Vivem por causa do tabaco
Incentivadas pela mídia
E inexistentes por mim
Viciados na ignorância
Morram com suas ideologias
Pois para mim são um bando de hipócritas
Que não sabem enxergar essa iniqüidade

Fume, beba e se afogue 
Neste mar de ilusão
Pois para vocês
É de mais valia o branco bebadoi
Matando em um carro
Que um preto fumando maconha
Abrindo a mente
E vendo o sol se pôr.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Se é assim. Que sejamos.

Este texto surge após incessantes interpretações sobre A Teoria do Medalhão de Machado de Assis, escrito no ano de 1881. O conto narra um conselho paterno após um jantar em comemoração ao aniversário do filho, este que estava completando 21 anos. O entendimento desse diálogo depende também da análise do momento histórico e filosófico vivido pelo autor .

No século XIX, o movimento artístico e denominado Realismo iniciou-se, defendendo a razão e se opondo ao idealismo, associado a crenças e em valores morais românticos. O Realismo trata o ser humano como ele é, com defeitos, imperfeições. É por esse viés que o autor considera a sociedade burguesa, hipócrita, falsa. O Brasil, por sua vez, preparava-se para o fim do Império Português e iniciava a República. Após grandes revoluções políticas, o cenário da escravidão estava se modificando, o cientificismo tornou-se prioridade em matéria de conhecimento. Com isso, a filosofia, a religião, além do próprio comportamento das pessoas foram influenciados. Nesse sentido este texto objetiva fazer uma análise do conto bem como traçar um paralelo dele com a sociedade contemporânea.

No diálogo, o pai, frustrado por não ter conseguido alcançar o ofício de medalhão, deposita no filho a esperança de que um dia ele se torne um por completo. Ser um medalhão é uma crítica feita pelo autor à sociedade burguesa individualista, onde quem têm vez são pessoas que não pensam, fingem ser o que não são, buscam o sucesso a qualquer preço. O pai ensina que a vida é uma grande loteria, que poucos têm sorte. E a precaução é olhar primeiro a si, mesmo que passando por cima do outro. Esse é um dos ensinamentos de um pai frustrado e um autor que critica a sociedade burguesa da época. Que só pensa nos seus próprios interesses. Quem tem habilidade de sair-se bem em todas situações sociais e astúcia para dissimular, ganha.

O medalhão é um ofício no qual a pessoa não precisa ser intelectual e nem fazer muito esforço físico. É uma profissão a qual necessita de algumas instruções. Comportar-se como medalhão é não pensar muito para não ter idéias, pois elas fazem surgir opiniões controversas, e o medalhão é boa praça, não diverge de ninguém. Por isso, ele esconde seus gostos pessoais. Simulando, reutilizando frases expressivas em discursos para aparentar intelectualidade. Esse é o medalhão que a sociedade reconhece, o que vive de aparência. Em uma sociedade que valoriza as pessoas que aparecem e parecem, o Medalhão precisa divulgar uma boa imagem e ter fama, pois a opinião da maioria limita qualquer entendimento sobre o que se é realmente. E, para isso, não precisa ser sábio, apenas mostrar-se como um. Ser um medalhão é se atuar conforme o que a sociedade deseja ver e ouvir. Portanto, é necessário sempre ser popular, agradável e simpático mesmo que não se queira.

A ironia de Marchado no conto nos remete muito à sociedade atual do século XXI. A publicidade e os meios de comunicação impedem as pessoas de pensar, criticar e opinar. Os sábios, que tem idéias próprias, não são mais valorizados. Mas isso não importa. Os medalhões estão por todos os lados, principalmente na mídia, que tendo a principal relação com essa influência, glamouriza os medalhões. Esses não precisam ter ideias, por isso copiam, colam e publicam. É assim que induz as pessoas idolatrar alguém que nem do avesso é o que parece ser. A sociedade contemporânea vive de produzir medalhões, para isso propaga a imagem de quem quase não pensa. Através da publicidade, induzindo a opinião pública e reproduzindo seres ignorantes, pois quanto menos se pensa menos se exige. Na sociedade moderna, apenas uma cena na televisão para os considerar importantes. Isso mostra o quanto o conto se relaciona com a modernidade da ambição e da futilidade.

Portanto, conclui-se que o conto tem uma preocupação extrema em mostrar uma sociedade que vive de aparência. A influência da mídia sobre ser humano o impede de pensar sobre a sua ignorância e a das pessoas, por isso que toda pessoa basta ser vista, que é lembrada.

sábado, 19 de outubro de 2013

Bom conselho de graça



        Compreender a sociedade é somar o comportamento de cada indivíduo. E por fazermos parte desse todo social, que é necessário primeiro entender o singular para chegar à causa de suas transformações. Uma sociedade em que desejos impossíveis são sustentados por um sistema que inventa o necessário para o sujeito de direito ser reconhecido, é grande produtora de seres humanos frustados. A inversão de valores sociais mostram o reconhecimento que a sociedade tem pelos medalhões; os hipócritas. Para ser um, é preciso abster-se das idéias, reproduzir as opiniões e valores dos grandes sábios e ser bem querido. Outros são os discursos prontos, que é necessário repeti-los em discussões corriqueiras da vida. Todos esses exemplos são comportamentos possíveis para o ignorante poder ter vez em uma sociedade em que se valoriza os que não pensam.

      Como se justifica a mesma opinião de todos de um mesmo grupo? Ou melhor, o mesmos discursos, gostos, gestos, enfim... Se não poder enfeitar muito o que se escreve ou fala, o medalhão copia e re-emprega figuras já utilizadas. O que se difere da realidade atual é o acesso. A comunicação entre o comportamento do medalhão e as “figuras prontas”, também sofrem essa modificação na sociedade, e mudam para pior. A ligação dessas informações com o indivíduo é a mais discrepante diferença entre a época do conto com a sociedade atual. O meio que se utilizava era predominantemente a leitura e alcançava pouca camada da sociedade. Diverge da atualidade de comunicação em massa (auditiva e visual), que incessante e por todos os lados, influencia imperceptivelmente a futilidade, superfluidade e ignorância. No mundo faltam filósofos, matemáticos,  cientistas e astrônomos. E sobram artistas, cantores, políticos e bigbrotheres. E não são os primeiros que a sociedade valoriza. Por isso, o medalhão se previne a qualquer custo.

       Qual poderia ser a conseqüência de uma avalanche de informações formadas por interesses capitalistas do século XXI, senão a miséria intelectual do povo? A publicidade é uma das característica do medalhão para beneficiar com o reconhecimento,  o exemplo é: crie algo aparentemente útil e espalhe a notícia. O que importa é o que parece ser, a sociedade não exige muito. E não é tão difícil na sociedade atual pelo menos no tocante a publicidade. É nesse contexto que limita-se o intelecto, influencia o pensamento e molda a cultura, pelas intensas informações já com juízo de valor postas e repetidas. Enquanto no passado para alcançar o público como um todo se dava por algum tempo, hoje é instantâneo. Assim faz os meios de comunicações: impede que a sociedade tenha convicções próprias. E não para por ai, a vítima desta realidade é usada como objeto para alavancar (não só economicamente) o poder da minoria dominante que influencia e controla.

           Quanto a profissão qualquer uma que reconheça, mas não o faça produzir idéias, pois elas são para os sábios; fica mais fácil repeti-las. O medalhão é uma figura considerada, respeitada e querida pelas pessoas a ponto de ter até lembranças póstumas. Portanto, o mesmo conselho sobre e esse oficio poderia ser dado nos dias atuais por um pai mas com muitas ressalvas. Uma delas é a filtração dessas influências formadas por opiniões parciais, convicções errôneas oriundas de uma filosofia individualista. Para um pai no sec. XVIII a simples repetição basta. Em uma sociedade que propaga informações poluidas, a repetição é sinônimo de ser mais uma vítima. O homem não pode ser sábio se for inconsciente da sua ignorância e das pessoas. Mas pode parecer ser, assim faz o medalhão completo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dissimulada morte


Passa tão despercebida na vida humana
Que as vezes não se acredita em sua existência,
Se junta a todos os desejos e perigos,
Se disfarça em todas alegrias e vantagens,
Obriga aos seus detentos inconscientes
Acreditarem que ela está ao seu favor

A morte as vezes fala com o homem,
Iguala-o com todos os outros
Para que não haja diferença,
Para que todos venham subordinar-se
E olha-la de uma forma mais respeitosa

A ganância a todo momento mostra-se rival
A morte só acrescenta a superfluidade dos atos
Mas nós como meros humanos vaidosos
Deixamos de ouvir a única não pára.

As vezes decrescentemente ou imperceptível
Outras de forma bruta e lépida
Mas sempre com exatidão.

O homem não respeita a morte
A morte não dar escolha pro homem
Pois mesmo que o mate
Não é capaz pará-lo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O passo do tempo


E nas entrelinhas da vida, o comandante é oculto
Oculto em tudo, na fala, na mente, no corpo
Em tudo o que existe; terminando antes da percepção
E depois do primeiro passo irresponsável.
Dando prioridade ao que nos convém
Ao que para a vida é tudo
E para o tempo, é apenas um nada
Nada; pior do que o uma idéia imaginável
Melhor do que a invisibilidade necessária.
Hospedeiros usurpadores como nós
Merecemos no mínimo um pouco de resposta
Daquela que só nos faz envelhecer
Ou mostrar o que é experiência
E destrinchar nossas idéias fúteis, críticas e maldosas.
A quem do lado esquerdo do peito bate sabe
Que ao decorrer dessa passagem inesperada
Alguns vivem silenciosamente longe
Outros gritam de tanto pensar
Falam de tantas idéias
E morrem de tanto amor.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Por tudo Amor


Com sua presença sem permissão
A humanidade percebe quando ela chega
E chega de qualquer modo
Para qualquer pessoa
Sem preceito religioso
Mostrando o quanto manda na terra.
O seu avesso tenta prevalecer
Mas quando ela chega,
Nem a religião pode impedir
Sendo assim nobre minha
Que partiu da consciência 
E tomou a nossa escolha
Peço-te que não nos abandone
Não mas do que já abandonou
Mostra que para ti não há pudor
Não há escolha, nem rancor
Não permita-me pensar em opções alheias
Faça-nos acreditar que foi você quem as criou
Obrigado por tudo: Amor.

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Não sei como escreve, se é errado, ou como serve. Nesta vida em que não se tem data, enquanto os ruins sonham com paraíso, o fruto da sua ruindade vive dependurado no abismo. Sonhando com comida em uma noite de frio e durmindo em uma cama macia cheirando a sabão. Ninguém consegue entender o homem, tão contraditório as suas atitudes que não vêem a existência da bondade, não são capazes de nos entender... Por conseqüência nos batem, nos isolam. Dividem seus problemas com outro da mesma espécie, ideologia e educação e isso vai se repassando, e contaminando. Enquanto nós, filhos do mesmo dito senhor vivemos um mundo onde não existe vida. Que me olhem de todas as formas e modo, que digam que meu corpo está sujo e ainda assim não te vejo diferente de mim, então...

Então não pergunte-me onde estão meus pais, não me peçam, não me olhem, apenas continue tendo pena e ódio. Seja o financiador do que faz minha mente, faça-me esquecer que estou vivo, sujo e sozinho que eu lhe mostro o significado de crueldade. Estamos todos em guerra, e nos auto exterminando... Mas não ligamos para isso, pois nao temos vida, não tivemos sorte, nem ao menos ajuda. Somos a herança de um passado cruel de uma nação que preserva a disparidade social. Esquecidos no espaço, tempo e  mundo, morremos em massa e nem por isso desistimos. Análogo a vocês, não desistimos em nos matar. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ao fechar os olhos


Explique o por que de sua existência
Se nos melhores momentos da vida
Você vem e nos assusta
Em profundo silêncio
E em grande escuridão
Sentimos cheiros e dores
Mergulhados em suas façanhas
Andamos e perdemos o sentido
Caímos, e por isso crescemos
Tememos os vultos e as sombras
Corremos de quem não conhecemos...
Eu só sonho em preto e branco
Às vezes nem sonho
E não gosto disso...
Pois eu prefiro sentir medo e dor
Do que deixar de sonhar

Felipe Matos

Foi real, só que Sonho

Um barulho tomou a nossa atenção de tal forma, que em alguns segundos nossos corpos brigaram para desvendar tal evento. Em inércia, nos deparamos com aquela bola de fogo flutuando no ar. Não havia perguntas, somente o chão gelado da casa do alto que um dia fora meu medo de morte. Agora não mais a altura me importava, não mais irmãos; somente a dúvida do que seria aquela coisa enorme que tomava o seu nublado de um dia comum. Era Isaias, o menino ao meu lado que em quando em vez, chorava aborrecido de tanto mimo, de tanta juventude. Permeio tanta dúvida, ele retira a atenção concedida a bola de fogo e afirma que é o fim. Que fim? O que é o fim meu grande irmão jovem? Logo tu que não sabes nem como foi o começo? Em instantes vir-me em tormento. Sua voz fina e calma me encheu de pavor:
 -É o fim! 
Repete sem se importar. Agarro-o desenfreadamente pelo punho, e corro para nos proteger. Seu movimento sublime fazia-me desesperar. Seus punhos eram esquecidos outrora pelos berros que sem força eu dava;
- É o fim! Corram! Se escondam! Vamos morrer!

Ninguém ouviu, nem se moveram. Pensara eu, estou morto, ou meu irmão se enganou. Mas o desespero não passou, corria preso por uma corrente invisível em minhas pernas, mas segurando com força o seu braço já sem movimento próprio. E ao disparar de uma buzina de ensurdecer, seu corpo enraizou no asfalto quente, solavanquei-o sem fixar atenção. Fiz mais forte, mas ele insistiu. Me contive, olhou-me novamente com aquela cara de inocente sem noção do perigo, e me fez desesperar;
-Vai cair. Fala ele como se fosse apenas o cair de uma flor ao chegar o outono. Eu subjetivamente sabia o que iria cair, mas tentava disfarçar o temor. E ele nada, nem um instante exibiu-me receio, parecia sublime, como se estivesse em um sonho, sem medo, sem mãe; como se sozinho pudesse proteger-se do perigo. O desespero continuava oculto entre os transeuntes, e isso só se cessaria após os carros engarrafados pararem em meio a avenida.

Meu carro parou. Fui a procura de algum cadáver. Naquele instante sabia que todos morreram, mas continuei. Me perdi. Procurei o carro que não funcionara mais para voltar ao encontro dele. Neste momento pude ver ele agachado, mas sem medo. O medo era meu, de não conseguir voltar. As pessoas tentavam me informar onde era tal praça em que os carros haviam de parar. Não achava, o pavor tomava conta de mim. Correr já não adiantava, a escuridão da noite alinhava-se no labirinto das ruas, que parecia desconhecida, mas somente parecia.  Agarrei-o novamente pelo punho, neste momento chovia pedras em chamas. Parecia proposital, cada uma caia no mesmo local onde tentavamos nos esconder, todos lá fora gritavam aterrorizados pedindo ajuda, e ele nada, nem uma lágrima, um inocente que hoje não é mais. As pedras furavam o teto do alojamento que não me vem a memória como encontrei, e eu continuara a correr da chuva que estava a acabar com a vida na terra.

Ví que o desespero não se extinguia, ví que aquilo tudo não estava para acabar. E ele nada, sempre nada, nem um sorriso para me acalmar, nem um choro que agravasse meu ldesespero. Eu pelo segunda vez olho-o como se nele houvesse a esperança de fuga, mas não. Era nele que meu medo alojava segurança, eu não me importava com quase nada, sabia que todos meus familiares estavam mortos, só queria naquele instante era viver; mas ele não sabia o que era viver, só sabia que era o fim. 

- Isa! Não acredito no que está acontecendo! Meu Deus, isso é um sonho, só pode ser um sonho.

Benditas palavras, que me fez tirar a atenção das pedras e do fogo para focar na confirmação de que aquilo tudo não passara de um sonho. Em instantes tudo parou, o fogo se apagou, a chuva não mais caia, apenas aquele rosto moreno em minha frente, sem nenhum sentimento. Sua boca embicou de pena, sua cabeça abaixou aos poucos movendo-se de um lado para o outro. Era uma expressão de tristeza; não pelo fim de todos, mas sim pela indagação infeliz que eu fizera a pouco. 

- Não Lipe, infelizmente isso não é um sonho.

Meu coração batia muito mais forte do que antes, as pedras em chamas voltaram a cair em busca de nós. Eu corria, ele não... Vinha arrastado pelos braços a me seguir. Não é possível, pensava eu; como um sonho pode ser tão real? Preciso acordar! E ele volta a dizer como se estivesse em minha mente, que não dava, era o fim, mas pelo menos o fim de todos, não só de nós. Não me recordo se ouví ele afirmar que era a morte de todos.

Recordo-me acordar permeio ao desespero e a dúvida com um clarão no rosto. Fiquei feliz pois o dia hoje amanheceu nublado, pois aquela bola de fogo que me fez achar que era o fim, mais parecia o sol vindo ao encontro da terra.

sábado, 10 de março de 2012

Sintonia



Na sintonia da vida
O homem nasceu e esperou
E aquele que não desiste
Está à espera de um amor

Incrível como o dia está para noite
E o inverno para o verão
Assim a vida nos destinou
Encaixando nosso corpo
Tipo a lei de Talião

Assim eu vivo sem você
Sem a sintonia a me conceber
E hoje nesta humilde estrada
A nostalgia há de prevalecer

Despreze este amor que tanto lhe idolatra
Afirmando que podia não acontecer
Mas nesta vida minha pequena
Nem a maior tecnologia do mundo
Desviou o nosso modo de viver

Na sina da vida 
Progredir é necessidade do homem
Mas sem uma mulher sintonizada ao lado
É que nem viver com sede
Ou então morrer de fome.


Autores: Felipe Matos, Thales Ferreira

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ciência x Virtude

Já que não temos pensadores, observadores e críticos sociais como a 200 anos atrás, a evolução humana encadeou uma série de costumes egoístas que por consequência afeta a bondade perante nós. É de imediato observar que filósofos tem a bondade em comum como teoria, colocando a sociedade como uma ciência mutável que está em grande evolução e mudança. Existe alguma relação entre a ciência e a virtude? Mas o que é virtude? O que é o bem? E o mal? O por que de sua existência? De onde veio? Perguntas essas que ao longo da existência humana tentamos descobrir. Continuaremos a responder perguntas com crenças e mitos? Colocando a culpa das atrocidades humana no Diabo como forma de saída para explicar em que ponto nós chegamos? Que prova durante a história da humanidade existe que não responsabilize homem pela sua maldade? A falta de resposta para a origem ou mudança da natureza nos faz introduzir forças superiores para explicar tais fatos, sendo que a única maldade já vista em séculos e séculos de existência humana, fora feito pelo próprio homem. Tanta ciência existiu e existirá. Tantas tecnologias virão. Pessoas boas doarão suas fortunas, farão o bem. Ajudará. Mas será mesmo que o próximo? Ou pessoas com objetivos de ajudar na verdade não busca uma realização pessoal? O homem por natureza é egotista. Vivemos com o objetivo de troca. É por aumento do ego que o homem faz o bem, que faz certas perguntas ou até mesmo nos atira um arsenal de filosofias que nem estas. Pergunte-se o por que de seu trabalho. O por que de sua existência. Todas irão encadear uma série de objetivos e vontades próprias, quase sem nenhum desejo de virtude. Essa teoria talvez equivocada é destinada a todos os filósofos e cientistas que houveram na humanidade. Graças aos seus pensamentos e teorias que foram lançadas até nós, evoluímos. E como a realização foi e é uma vontade de todos. Agradecimentos, irão e virão de forma recíproca.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Don't talk to me, if you think i'm dumb! I wanna know when you gonna come.

Com você:
Ainda não sei o por que de tanto alvoroço da minha parte, pensar em você é estar por um mar de calmaria que é capaz de me torcer os olhos, de embassar as vistas, e isso termina em uma grande falta d'agua nos lugares onde é sempre úmido. A nossa história começa assim, você sempre pequenina e frágil me aparece toda envergonhada, e após alguns dias de carinho e muita úmidade, você vem... Vem com todo o gás, e quando está pronta assenhoreia minha mente, me faz ficar este garoto aqui. Só! Calmo! E com fome literalmente.

Tudo começou de um modo não tão agradável, te reencontrar foi só pra matar a saudade que plenava aqui no meu peito, e quando ti vi, aquela luz encandescente em minha frente me fez voar, deixo tudo, perco tudo quando estou com você, quando você penetra e renova todos os meus pensamentos e ansiedades... E as estrelas? Ficam mais brilhantes! E o meu medo? Triplica, tudo pra mim é motivo de desconfiança, sabe por que? Porque eu sei o quanto eles não gostam de você, o quanto eles falam que você nao presta, ou não vale nada, mas eu juro minha linda, nunca trocaria você por outra nenhuma, pois é você que faz minha cabeça, e faz do geito que eu gosto... 

A consequência disso tudo será a arrecadação de muita mais muita vontade de ficar, com você é claro, na maior das hipóteses nos perdemos em pensamentos não tradicionais, e depois voltamos com nossas críticas e zangos, nossos medos banais, nossos risos encontroláveis e nossa disconfiança, mas isso resolveremos... Talvez!!!
A solidão plena em minha vida, e você é uma companheira que afasta mais ainda o que não quero, e o que você não quer, e sabe por que? Você é massa!

Sem você:
Tudo é tão normal, as situações que agora me acontecem não tem sentido nem importância, tudo o que me falta agora é um pouco de caimbra, ou lentidão, ou uma cama bem forrada com cheiro de sabão, ou eu... Ou você!
Mas as vezes não é consetâneo estar ao teu lado, nossa amizade requer muito cuidado, nao tenho vergonha de ti, é que é fato a percepção de uma pessoa que lhe conhece ver que estamos juntos, mas por enquato filha vai ser assim: Eu falando sobre você, e você pensando em mim, é você na minha mente, mas não no texto que escrevi.

sábado, 15 de outubro de 2011

Como devo te cantar, tu que por tudo que és mereces o louvor?

Sentimento sem lógica pensava eu quando tinha 12 anos, passava horas tentando decifrar isso que tanto me corroía, me assombrava, deixava-me confuso, ao ponto de parar e pensar por que aquilo teria que acontecer logo comigo, antes disso percebia-se que não era normal, que meus pensamentos e modos de reagir a certas situações havia erro... Ou não! Na verdade não era erro, se parar para pensar não existe erro, é o incômodo com o mundo, com você, com a vida... E quando realmente parei para pensar que aquilo era uma realidade que não dava para esconder, troava na minha vida de um modo em que andar por ai tagarelando como de costume teria de ser evitado de qualquer forma, enquanto isso eram um arsenal e teorias, de gostos oprimidos, de vontades que até hoje evitam que o meu colóquio com tudo e com todos seja bem limitado. Fora todos os meus equívocos preconceituosos fico assim, imaginando o porquê de tanta diferença, passava horas sentado tentando descobrir mais sutil possível, e depois de tudo cheguei a uma conclusão, essa que não falarei. Nem tente! Nem sonhe em tirar isso de mim, teoria essa que poderia mudar o modo utópico de pensar sobre o que poderia levar uma pessoa a esse polêmico assunto.  Não! Vamos tentar mudar de assunto, aliás! Vamos parar por aqui, pense como e o que quiser, pois por trás desse rapaz aqui que vive a falar, há ideias que irão muda aquilo que você pensa que é ideologia...

Autor desconhecido?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

8 de Julho de 2011 ás 20:00.


Estava lá eu...  Aonde não sei... Somente os meus sentidos sabiam, além de muitos transeuntes, o cheiro estava horrível, e em segundos uma multidão corria em minha direção... Assustava-me as caras mal encaradas, algumas tristes, outras cansadas, mas nunca sem a essência do estresse de um dia aparentemente pesado, ou um patrão imaginavelmente chato!
E após horas a esperar por algo que ainda não sei o que era, eu avistava pessoas correndo de um lado para o outro, tentando entrar em um local que não cabia mais ninguém. Para onde aquele povo todo ia? Era a viagem para o céu? E por que eles estavam tão tristes? Sendo tão humilhados?

A corrida era inevitável, aquela coisa que o povo tentava pegar parava em um lugar e corria para o outro, eu estava lá e via o veículo passando correndo e o povo atrás desesperado, empurrando um ao outro como bichos ou sei lá o quê! Vi também pessoas quase entrando uma nas outras, quase desacredito em meu professor que um dia me disse que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no mesmo espaço, e naquele corre, corre, uma senhora cai em minha frente; ela fica desesperada e não consegue levantar, outras pessoas passavam para entrar naquilo que os locomoviam e não olharam para a senhora... Ela por si, levantou com a ajuda de um ‘jovem’ que por sinal aparentava que não iria para lugar algum, estava apenas observando o quanto humilhante aquelas pessoas viviam.

Aquela senhora levantou e tudo voltou-se ao de costume. Crianças chorando pelo barulho e o mal cheiro, vários vendedores de balas tentavam passar pelo meio daquela multidão, as vezes até machucava com o instrumento de trabalho. E a senhora? Estava sentada, o jovem a ofereceu água, ela bebeu, pois estava com muita sede, já que o calor que lá fazia era insuportável... Inevitável não correr, não tentar sair dali desesperadamente, e o veículo que os locomoviam se destinava a um lugar talvez melhor! Ou não! Se não, por que aquele tumulto? Por que aquelas pessoas estavam tão nervosas?  Será que iriam pro céu? Pois ali com certeza é a réplica do inferno, de tão quente, tão fedido, tão deteriorado!

E a senhora estava lá sentada, suando muito. O jovem a ofereceu outra garrafa de água e ela aceitou como se tivesse no deserto, bebia tão sedenta que percebia-se a cara do jovem assustado. ‘’Novos’’ veículos passavam e mais correria... Por não caber mais ninguém, a porta do mesmo ficava aberta e pessoas iam dependuradas... E eu estava lá, apenas observando, como se estivesse na lua, não estava esperando nada, não havia nada para eu esperar. Foi quando a senhora levantou veio em minha direção e disse:
   
    -Muito obrigado meu filho pela água, estava 'morrendo' de sede, estou aqui desde 17:30 e já são 20:00, meu ônibus já passou várias vezes e mas minhas pernas filho, eu não aguento mais correr, e termino não conseguindo entrar, e volto a esperar...

Eu assustado, olhei para a senhora, olhei para muleta e sacolas que ela segurava e perguntei:
    -O que senhora? Que água? Que ônibus?
 
E ela responde:
    -Filho, está perdido? Não sabe onde você está? Aonde é a sua casa?  Aqui é a RODOVIÁRIA! AQUI É A RODOVIÁRIA!

Todos sabem como se trata os pretos!


Deitado, assistindo e descansando em minha humilde casinha, nada passava pela minha burra e grande cabeça, foi quando um senhor que é meu vizinho com o pronome de Róbson bateu em minha porta e me pediu água, pois em bairro de pobre só vem quando chove. Fui lá coloquei a água que ele me pediu no recipiente que trouxe, voltei entreguei a ele e começamos a conversar...
Ele talvez por falta de conhecimento arriscou me surpreender com notícias e  críticas sobre a violência que hoje nos vivemos em Salvador, eu por ser um ‘garoto’ que finge ser educado deixei ele falar como se estivesse em uma palestra. Após contar vários casos de mortes e latrocínios meu cérebro já respondia o que meu rosto aparentava sem nenhum desface, um cansaço profundo e uma dor no peito ao saber que tantas desgraças e situações tão deploráveis. Após quase 30 minutos ouvindo aquele senhor, o mesmo fez um comentário muito polêmico, talvez ele nem soubesse o quanto. Exaltou:

- Ladrão vagabundo tem que morrer!

O susto que eu tomei foi inevitável, não pelo comentário, mas pelo modo em que ele falou sobre a morte de pessoas, que eu explico teoricamente por que entram na vida do crime em outros textos neste blog.  Foi automática minha resposta:o

 - E se o SEU filho entrasse para do crime? Começasse a usar drogas, e...

Ele me interrompeu:

  -Meu filho nunca entrará para a vida do crime, eu dou educação para ele!
Mesmo sendo fato que nem toda criança tem sorte em ter um pai, uma família e uma boa educação ele me falou com muito orgulho, mas eu não o deixei achar impossível:

  -Sabemos do hoje, mas não do amanhã! E SE ele entrasse?

Ele parou, pensou, olhou para mim e disse:

  -Claro que não! È meu filho! Eu não quero que ninguém o mate!

Eu olhei para ele e falei:

  -E por que o filho dos ‘outros’ você quer que morra?

Ele olhou para mim, e com um gesto de humildade indagou:

-È POR QUE O EGOISMO DO POVO É MUITO GRANDE.

Por que haver pena de morte? Se não há educação de qualidade para todos? E quem precisa de educação é o pobre, e quem é pobre é o ‘negro’, e quem é negro é você!


Caetano Veloso

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui...

E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui


Que Deus ilumine os nossos pensamentos!

domingo, 3 de julho de 2011

È a vida de ìndioleiro

Em plena a chegada de 2011, um homem foi encontrado, gritando em uma cidadezinha que não se sabe aonde, nem o nome do indivíduo. Levado para uma delegacia local que não foi divulgada, o rapaz afirmou ter vindo do ano 1500. Há 510 anos atrás.
Em primeira mão, o delegado achou que aquele homem era um alienado, doido que vivia perambulando pela cidade, só que ninguém nunca viu nem ouviu falar neste tal homem misterioso. Um tradutor foi chamado para tentar falar com o rapaz, que segundo ele falava na língua Tupi, e que o homem era da tribo Tupiniquim. O tradutor ficou espantado e perguntou como o rapaz veio parar ali, se sabia em que ano estávamos. Ele falou que não sabia e afirmou que estava em um barco, quando tudo escureceu.

Um jornalista da cidade foi chamado. Com o nome que ninguém sabe também, dirigiu-se até a delegacia e conversou com o tal homem que se dizia índio. O tal rapaz que não tinha nenhum documento e não falava português, estava muito assustado e gritava demais. O jornalista fez várias perguntas para o tradutor tentar falar com ele, e uma foi qual era o seu nome. Respondeu dizendo que era ‘Inajé’. O jornalista com certo humor mandou descrever como era lá, logo o mesmo relatou tudo certinho e foi ai que ele começou a contar história que o deixou encabulado. Chamaram uma escrivã para registrar tudo que o homem dizia.

- (Traduzido e reeditado) Todos os dias nós saiamos para caçar como de costume. Só que há algum tempo vem aparecendo homens em nosso território e até parecia diferente do que vinha acontecendo há algum tempo Nós tínhamos que pescar para levar comida para nossas índias mas, distraídos vimos uns onze barcos, vindo em direção a nossa terra. Ficamos ali, parado esperando eles chegarem e apareceram em grandes quantidades e eram iguais a vocês. Olhavam para nós com uma cara maldosa e prestavam atenção nos mínimos detalhes do que nós fazíamos. Chamaram-me, fui até um dos barcos, havia um homem todo cheio daquelas coisas brilhantes que há em nossa terra pendurada no pescoço. Nas bordas do barco haviam um bicho que nunca vimos antes. Apontei para o pescoço do homem cheio daquelas coisas dourada e apontei em direção a nossa terra. Ele a usava para colocar no pescoço, meio estranho sua face mudou repentina e seus lábios pularam de um lado pro outro. A término de tudo, eles deixaram dois homens lá conosco, não sei o porquê, só sei que essa não é a primeira vez que isso acontece.

Tudo bem gente, eu sei que você está achando esse cara meio doido, eu também acho. Na verdade ele não era índio nada, simplesmente algum louco varrido aí. Só postei aqui para tentar mostrar como foram sofridos os índios,. Tentaram mudar totalmente a rotina deles, mandaram, escravizaram, bateram, mataram, e hoje isso acontece com o povo brasileiro, que está totalmente a mercê dos colonizadores.
Conselho de um amigo: Indiozinho, volte para onde você veio, por que a cada dia que passa o país está cada vez pior.