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quarta-feira, 24 de abril de 2013


Não sei como escreve, se é errado, ou como serve. Nesta vida em que não se tem data, enquanto os ruins sonham com paraíso, o fruto da sua ruindade vive dependurado no abismo. Sonhando com comida em uma noite de frio e durmindo em uma cama macia cheirando a sabão. Ninguém consegue entender o homem, tão contraditório as suas atitudes que não vêem a existência da bondade, não são capazes de nos entender... Por conseqüência nos batem, nos isolam. Dividem seus problemas com outro da mesma espécie, ideologia e educação e isso vai se repassando, e contaminando. Enquanto nós, filhos do mesmo dito senhor vivemos um mundo onde não existe vida. Que me olhem de todas as formas e modo, que digam que meu corpo está sujo e ainda assim não te vejo diferente de mim, então...

Então não pergunte-me onde estão meus pais, não me peçam, não me olhem, apenas continue tendo pena e ódio. Seja o financiador do que faz minha mente, faça-me esquecer que estou vivo, sujo e sozinho que eu lhe mostro o significado de crueldade. Estamos todos em guerra, e nos auto exterminando... Mas não ligamos para isso, pois nao temos vida, não tivemos sorte, nem ao menos ajuda. Somos a herança de um passado cruel de uma nação que preserva a disparidade social. Esquecidos no espaço, tempo e  mundo, morremos em massa e nem por isso desistimos. Análogo a vocês, não desistimos em nos matar. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ao fechar os olhos


Explique o por que de sua existência
Se nos melhores momentos da vida
Você vem e nos assusta
Em profundo silêncio
E em grande escuridão
Sentimos cheiros e dores
Mergulhados em suas façanhas
Andamos e perdemos o sentido
Caímos, e por isso crescemos
Tememos os vultos e as sombras
Corremos de quem não conhecemos...
Eu só sonho em preto e branco
Às vezes nem sonho
E não gosto disso...
Pois eu prefiro sentir medo e dor
Do que deixar de sonhar

Felipe Matos

Foi real, só que Sonho

Um barulho tomou a nossa atenção de tal forma, que em alguns segundos nossos corpos brigaram para desvendar tal evento. Em inércia, nos deparamos com aquela bola de fogo flutuando no ar. Não havia perguntas, somente o chão gelado da casa do alto que um dia fora meu medo de morte. Agora não mais a altura me importava, não mais irmãos; somente a dúvida do que seria aquela coisa enorme que tomava o seu nublado de um dia comum. Era Isaias, o menino ao meu lado que em quando em vez, chorava aborrecido de tanto mimo, de tanta juventude. Permeio tanta dúvida, ele retira a atenção concedida a bola de fogo e afirma que é o fim. Que fim? O que é o fim meu grande irmão jovem? Logo tu que não sabes nem como foi o começo? Em instantes vir-me em tormento. Sua voz fina e calma me encheu de pavor:
 -É o fim! 
Repete sem se importar. Agarro-o desenfreadamente pelo punho, e corro para nos proteger. Seu movimento sublime fazia-me desesperar. Seus punhos eram esquecidos outrora pelos berros que sem força eu dava;
- É o fim! Corram! Se escondam! Vamos morrer!

Ninguém ouviu, nem se moveram. Pensara eu, estou morto, ou meu irmão se enganou. Mas o desespero não passou, corria preso por uma corrente invisível em minhas pernas, mas segurando com força o seu braço já sem movimento próprio. E ao disparar de uma buzina de ensurdecer, seu corpo enraizou no asfalto quente, solavanquei-o sem fixar atenção. Fiz mais forte, mas ele insistiu. Me contive, olhou-me novamente com aquela cara de inocente sem noção do perigo, e me fez desesperar;
-Vai cair. Fala ele como se fosse apenas o cair de uma flor ao chegar o outono. Eu subjetivamente sabia o que iria cair, mas tentava disfarçar o temor. E ele nada, nem um instante exibiu-me receio, parecia sublime, como se estivesse em um sonho, sem medo, sem mãe; como se sozinho pudesse proteger-se do perigo. O desespero continuava oculto entre os transeuntes, e isso só se cessaria após os carros engarrafados pararem em meio a avenida.

Meu carro parou. Fui a procura de algum cadáver. Naquele instante sabia que todos morreram, mas continuei. Me perdi. Procurei o carro que não funcionara mais para voltar ao encontro dele. Neste momento pude ver ele agachado, mas sem medo. O medo era meu, de não conseguir voltar. As pessoas tentavam me informar onde era tal praça em que os carros haviam de parar. Não achava, o pavor tomava conta de mim. Correr já não adiantava, a escuridão da noite alinhava-se no labirinto das ruas, que parecia desconhecida, mas somente parecia.  Agarrei-o novamente pelo punho, neste momento chovia pedras em chamas. Parecia proposital, cada uma caia no mesmo local onde tentavamos nos esconder, todos lá fora gritavam aterrorizados pedindo ajuda, e ele nada, nem uma lágrima, um inocente que hoje não é mais. As pedras furavam o teto do alojamento que não me vem a memória como encontrei, e eu continuara a correr da chuva que estava a acabar com a vida na terra.

Ví que o desespero não se extinguia, ví que aquilo tudo não estava para acabar. E ele nada, sempre nada, nem um sorriso para me acalmar, nem um choro que agravasse meu ldesespero. Eu pelo segunda vez olho-o como se nele houvesse a esperança de fuga, mas não. Era nele que meu medo alojava segurança, eu não me importava com quase nada, sabia que todos meus familiares estavam mortos, só queria naquele instante era viver; mas ele não sabia o que era viver, só sabia que era o fim. 

- Isa! Não acredito no que está acontecendo! Meu Deus, isso é um sonho, só pode ser um sonho.

Benditas palavras, que me fez tirar a atenção das pedras e do fogo para focar na confirmação de que aquilo tudo não passara de um sonho. Em instantes tudo parou, o fogo se apagou, a chuva não mais caia, apenas aquele rosto moreno em minha frente, sem nenhum sentimento. Sua boca embicou de pena, sua cabeça abaixou aos poucos movendo-se de um lado para o outro. Era uma expressão de tristeza; não pelo fim de todos, mas sim pela indagação infeliz que eu fizera a pouco. 

- Não Lipe, infelizmente isso não é um sonho.

Meu coração batia muito mais forte do que antes, as pedras em chamas voltaram a cair em busca de nós. Eu corria, ele não... Vinha arrastado pelos braços a me seguir. Não é possível, pensava eu; como um sonho pode ser tão real? Preciso acordar! E ele volta a dizer como se estivesse em minha mente, que não dava, era o fim, mas pelo menos o fim de todos, não só de nós. Não me recordo se ouví ele afirmar que era a morte de todos.

Recordo-me acordar permeio ao desespero e a dúvida com um clarão no rosto. Fiquei feliz pois o dia hoje amanheceu nublado, pois aquela bola de fogo que me fez achar que era o fim, mais parecia o sol vindo ao encontro da terra.

sábado, 10 de março de 2012

Sintonia



Na sintonia da vida
O homem nasceu e esperou
E aquele que não desiste
Está à espera de um amor

Incrível como o dia está para noite
E o inverno para o verão
Assim a vida nos destinou
Encaixando nosso corpo
Tipo a lei de Talião

Assim eu vivo sem você
Sem a sintonia a me conceber
E hoje nesta humilde estrada
A nostalgia há de prevalecer

Despreze este amor que tanto lhe idolatra
Afirmando que podia não acontecer
Mas nesta vida minha pequena
Nem a maior tecnologia do mundo
Desviou o nosso modo de viver

Na sina da vida 
Progredir é necessidade do homem
Mas sem uma mulher sintonizada ao lado
É que nem viver com sede
Ou então morrer de fome.


Autores: Felipe Matos, Thales Ferreira

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ciência x Virtude

Já que não temos pensadores, observadores e críticos sociais como a 200 anos atrás, a evolução humana encadeou uma série de costumes egoístas que por consequência afeta a bondade perante nós. É de imediato observar que filósofos tem a bondade em comum como teoria, colocando a sociedade como uma ciência mutável que está em grande evolução e mudança. Existe alguma relação entre a ciência e a virtude? Mas o que é virtude? O que é o bem? E o mal? O por que de sua existência? De onde veio? Perguntas essas que ao longo da existência humana tentamos descobrir. Continuaremos a responder perguntas com crenças e mitos? Colocando a culpa das atrocidades humana no Diabo como forma de saída para explicar em que ponto nós chegamos? Que prova durante a história da humanidade existe que não responsabilize homem pela sua maldade? A falta de resposta para a origem ou mudança da natureza nos faz introduzir forças superiores para explicar tais fatos, sendo que a única maldade já vista em séculos e séculos de existência humana, fora feito pelo próprio homem. Tanta ciência existiu e existirá. Tantas tecnologias virão. Pessoas boas doarão suas fortunas, farão o bem. Ajudará. Mas será mesmo que o próximo? Ou pessoas com objetivos de ajudar na verdade não busca uma realização pessoal? O homem por natureza é egotista. Vivemos com o objetivo de troca. É por aumento do ego que o homem faz o bem, que faz certas perguntas ou até mesmo nos atira um arsenal de filosofias que nem estas. Pergunte-se o por que de seu trabalho. O por que de sua existência. Todas irão encadear uma série de objetivos e vontades próprias, quase sem nenhum desejo de virtude. Essa teoria talvez equivocada é destinada a todos os filósofos e cientistas que houveram na humanidade. Graças aos seus pensamentos e teorias que foram lançadas até nós, evoluímos. E como a realização foi e é uma vontade de todos. Agradecimentos, irão e virão de forma recíproca.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Don't talk to me, if you think i'm dumb! I wanna know when you gonna come.

Com você:
Ainda não sei o por que de tanto alvoroço da minha parte, pensar em você é estar por um mar de calmaria que é capaz de me torcer os olhos, de embassar as vistas, e isso termina em uma grande falta d'agua nos lugares onde é sempre úmido. A nossa história começa assim, você sempre pequenina e frágil me aparece toda envergonhada, e após alguns dias de carinho e muita úmidade, você vem... Vem com todo o gás, e quando está pronta assenhoreia minha mente, me faz ficar este garoto aqui. Só! Calmo! E com fome literalmente.

Tudo começou de um modo não tão agradável, te reencontrar foi só pra matar a saudade que plenava aqui no meu peito, e quando ti vi, aquela luz encandescente em minha frente me fez voar, deixo tudo, perco tudo quando estou com você, quando você penetra e renova todos os meus pensamentos e ansiedades... E as estrelas? Ficam mais brilhantes! E o meu medo? Triplica, tudo pra mim é motivo de desconfiança, sabe por que? Porque eu sei o quanto eles não gostam de você, o quanto eles falam que você nao presta, ou não vale nada, mas eu juro minha linda, nunca trocaria você por outra nenhuma, pois é você que faz minha cabeça, e faz do geito que eu gosto... 

A consequência disso tudo será a arrecadação de muita mais muita vontade de ficar, com você é claro, na maior das hipóteses nos perdemos em pensamentos não tradicionais, e depois voltamos com nossas críticas e zangos, nossos medos banais, nossos risos encontroláveis e nossa disconfiança, mas isso resolveremos... Talvez!!!
A solidão plena em minha vida, e você é uma companheira que afasta mais ainda o que não quero, e o que você não quer, e sabe por que? Você é massa!

Sem você:
Tudo é tão normal, as situações que agora me acontecem não tem sentido nem importância, tudo o que me falta agora é um pouco de caimbra, ou lentidão, ou uma cama bem forrada com cheiro de sabão, ou eu... Ou você!
Mas as vezes não é consetâneo estar ao teu lado, nossa amizade requer muito cuidado, nao tenho vergonha de ti, é que é fato a percepção de uma pessoa que lhe conhece ver que estamos juntos, mas por enquato filha vai ser assim: Eu falando sobre você, e você pensando em mim, é você na minha mente, mas não no texto que escrevi.

sábado, 15 de outubro de 2011

Como devo te cantar, tu que por tudo que és mereces o louvor?

Sentimento sem lógica pensava eu quando tinha 12 anos, passava horas tentando decifrar isso que tanto me corroía, me assombrava, deixava-me confuso, ao ponto de parar e pensar por que aquilo teria que acontecer logo comigo, antes disso percebia-se que não era normal, que meus pensamentos e modos de reagir a certas situações havia erro... Ou não! Na verdade não era erro, se parar para pensar não existe erro, é o incômodo com o mundo, com você, com a vida... E quando realmente parei para pensar que aquilo era uma realidade que não dava para esconder, troava na minha vida de um modo em que andar por ai tagarelando como de costume teria de ser evitado de qualquer forma, enquanto isso eram um arsenal e teorias, de gostos oprimidos, de vontades que até hoje evitam que o meu colóquio com tudo e com todos seja bem limitado. Fora todos os meus equívocos preconceituosos fico assim, imaginando o porquê de tanta diferença, passava horas sentado tentando descobrir mais sutil possível, e depois de tudo cheguei a uma conclusão, essa que não falarei. Nem tente! Nem sonhe em tirar isso de mim, teoria essa que poderia mudar o modo utópico de pensar sobre o que poderia levar uma pessoa a esse polêmico assunto.  Não! Vamos tentar mudar de assunto, aliás! Vamos parar por aqui, pense como e o que quiser, pois por trás desse rapaz aqui que vive a falar, há ideias que irão muda aquilo que você pensa que é ideologia...

Autor desconhecido?